Sempre tive medo de não poder ir, de arrumar a trouxa de madrugada, com uma calcinha e uma boneca, escolhida a muitos custos, sair do quarto com todo o cuidado e parar, estatelada na frente da porta, vendo a chave pendurada na fechadura, quieta, pesada, sempre disponível para cumprir seu papel, mas ouvir um ruído no interior da casa, tomar uma paulada de susto no coração, quase cuspi-lo e sair correndo de volta ao quarto, com a coragem na boca, a calcinha de volta à gaveta e a boneca de volta para junto das outras. Medo de que algum ruído no interior da casa colocasse meu rabinho entre as pernas e eu ficasse.

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